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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Lixo Extraordinário



Vik Muniz é salvo pelos objetos de sua arte


Por Carina Toledo (omelete.uol.com.br )

Um trecho do Programa do Jô abre Lixo Extraordinário (2010). Assim Vik Muniz é apresentado à plateia pela voz do senso comum que é a televisão. Nada mais condizente com um artista cujas obras mais famosas são reproduções - ou remakes, para usar a palavra da moda - de criações de outros artistas, mas em material inusitado.

Todo artista passa pelo processo de procurar sua técnica e, enquanto estava no meio da contrução de uma Mona Lisa com catchup, entre outros exercícios, Muniz tornou-se famoso sem criar uma obra que fosse conceitualmente sua - sintoma dos tais 15 minutos de fama previstos por Andy Warhol, cujas obras também ganharam releituras de Muniz. Foi na série de fotografias Crianças do Açúcar, em que fotografou filhos de cortadores de cana-de-açúcar no Caribe, que ele passou a fazer arte de cunho social.

Muniz decidiu então explorar as possibilidades do Jardim Gramacho, bairro do município Duque de Caxias, região metropolitana do Rio de Janeiro, que abriga o maior aterro sanitário da América Latina. Seu objetivo era fotografar cenas do lixão e reconstruí-las com o material reciclado coletado pelos catadores. Ele só não imaginava que acabaria se envolvendo tanto com a comunidade local.

Conhecer as pessoas que trabalham no lixão é um dos pontos mais interessantes do documentário. É a partir dali que aquelas pessoas observam o mundo. Classificam o que é lixo de rico e lixo de pobre, imaginam uma pessoa com base na sua mala-direta e têm acesso à literatura de peso e passam a criar suas próprias interpretações - "Ah, Nietzsche era um cara que tinha uma filosofia muito maneira", explica Tião, presidente da Associação dos Catadores do Jardim Gramacho.

À medida que os catadores passam a fazer parte do processo de criação de Muniz fica evidente que não há como sair inalterado do encontro com outros modos de vida e com a arte. É o choque pós-moderno da casta marginalizada com o artista best-seller, como se estivessem saindo da caverna pela primeira vez.

Caridade à parte, a cineasta Lucy Walker, que assumiu a direção depois da passagem de Karen Harley e João Jardim, foi muito feliz em focar o documentário naqueles que são o objeto da obra, humanizando um filme sobre arte. É a espontaneidade daquelas pessoas que salva Lixo Extraordinário, pensado comercialmente para o exterior e narrado por Muniz em inglês, idioma que prevalece também nas conversas com sua esposa e seu assessor, todos brasileiros. E, sem entrar no mérito da arte de Vik Muniz, os enquadramentos pensados pelo artista conseguem encontrar no lixão sua beleza.





terça-feira, 7 de junho de 2011

Do conto literário de fantasia e horror gótico de H. P. Lovecraft...


quarta-feira, 1 de junho de 2011

junho: ciclo de filmes de horror

Reivindicado há algum tempo, o ciclo com a temática de filmes de horror finalmente ganha espaço no mês de junho. Dentro da atividade de um cineclube, onde a apreciação das narrativas audio-visuais leva a uma conversa a respeito do que foi exibido, os participantes devem ficar mais do que apenas "horrorizados", como também esclarecidos quanto aos possíveis sentidos deste conteúdo produzido.

Apresentamos aqui três títulos da década de oitenta, obras de personalidades consagradas deste gênero no cinema norte-americano e inglês, e uma produção nacional da década de sessenta, internacionalmente reconhecida.


07/06 - Evil Dead (Raimi, EUA, 1981)

14/06 - Do além (Gordon, EUA, 1986)

21/06 - Hellraiser (Barker, Inglaterra, 1987)

28/06 - À meia-noite levarei sua alma (Marins, Brasil, 1965)









Por coincidência ou não, o último filme do ciclo do mês passado (sobre maternidade) também está nesta categoria dos que se propõem a provocar espanto, medo, sustos, nojo, etc.


sexta-feira, 29 de abril de 2011

quinta-feira, 28 de abril de 2011

mês de maio: ciclo das mães

Neste mês de maio, escolhemos exibir filmes com narrativas relacionadas à temática da maternidade, procurando variar as nacionalidades e gêneros das obras:

dia 03 - Tudo sobre minha mãe (Almodóvar, Espanha, 1999)

dia 10 - Minha vida sem mim (Coixet, Canadá / Espanha, 2003)

dia 17 - Adeus Lenin (Becker, Alemanha, 2003)

dia 24 - Casa de areia (Waddington, Brasil, 2005)

dia 31 - Grace (Solet, EUA /Canadá, 2008)

domingo, 24 de abril de 2011



Finalizando o ciclo platino deste mês de abril!

domingo, 10 de abril de 2011

domingo, 3 de abril de 2011

abertura do ciclo platino!



Estréia do ciclo platino é hoje, às 19h na Casa de Cultura Pedro Wayne com Netto Perde Sua Alma. Entrada franca.

folhadosulgaucho.com.br

sexta-feira, 1 de abril de 2011

mês de abril: cinema latino-americano




Chamamos este de "ciclo platino":

05.04 - Netto perde sua alma (Tabajara Ruas, Beto Souza - 2001, Brasil)

12.04 - El Baño del Papa (César Charlone, Enrique Fernández - 2007, Uruguai)

19.04 - O Sabiá (Zeca Brito - 2010)
La Línea Imaginária (Gonzalo Rodriguez - 2008)

26.04 - Valentin - (Alejandro Agresti - 2002, Argentina)



Países platinos são o Uruguai, Argentina e Paraguai. Porém, costumeiramente e por compartilharmos de culturas semelhantes, associamos ao termo Argentina, Uruguai e Brasil (especificamente o Sul - no caso, nós).

Há possibilidade de contarmos com as presenças de Zeca Brito (diretor Bageense) e Gonzalo Rodriguez (diretor Uruguaio).

terça-feira, 29 de março de 2011

quinta-feira, 24 de março de 2011

e afinal...



... concluindo o ciclo de documentários deste mês de março.

domingo, 20 de março de 2011

a seguir...



... prosseguindo com o ciclo de documentários do mês de março.

quinta-feira, 10 de março de 2011

2011 de volta às exibições semanais!




"Zeitgeist" é uma palavra alemã de caráter filosófico que sigifica "o espírito de uma época".

Neste primeiro documentário, de 2007AD, são apresentados três assuntos distintos integrados em uma linha de raciocínio intrincada, ousada, marcante e até mesmo desconsertante, a qual busca exatamente analisar o que caracteriza nosso mundo contemporâneo globalizado, imbricado pela mídia e construído sob a égide do sistema econômico capitalista.

Dirigido por Peter Joseph, com aproximadamente duas horas de duração, apresentou ao mundo um ponto de vista que se desenvolveu em um movimento amplo, voltado principalmente para a utopia da reorganização das culturas e da disseminação do valor do conhecimento. Porém, também insuflou angústia, revolta e críticas perspicazes por parte da audiência.

Divide-se em três partes:

1. "A maior estória já contada" (13 min) - do mito católico e antecessores

2. "O mundo inteiro é um palco" (40 min) - da queda das torres gêmeas

3. "Não se importem com os homens atrás da cortina" (74 min) - do Banco Central norteamericano


Não percam!





zeitgeistmovie.com

transcrição da 1ª parte, por Ricardo Braida

jornalminuano.com.br